O boleto é um documento bastante utilizado no Brasil como meio de pagamento de um produto ou serviço prestado, padronizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Através dele, o emissor do título recebe do pagador o valor referente àquele pagamento.

O boleto traz muitas informações importantes, como as demonstradas a seguir:

FIG: Exemplo de Boleto de cobrançaFIG: Exemplo de Boleto de cobrança

FIG: Exemplo de Boleto de cobrança

A

  • Banco: instituição destinatária contratada pelo serviço de cobrança;

  • Número do prefixo do banco: número do prefixo da instituição destinatária contratada pelo serviço de cobrança;

  • Linha digitável: representação numérica do código de barras;

B

  • Local de pagamento: locais onde o boleto pode ser pago;

  • Data de vencimento: data de vencimento do boleto. A partir desta data, o boleto estará sujeito a descontos, multas e juros;

C

  • Nome do beneficiário / CNPJ / CPF / Endereço: dados do beneficiário contratante do serviço de cobrança da instituição destinatária;

  • Agência bancária / código do beneficiário: prefixo da agência e número da conta de relacionamento do beneficiário com a instituição participante;

D

  • Data do documento: data em que foi emitido o documento que gerou o boleto (ex.: fatura, nota fiscal);

  • Número do documento: título estabelecido pelo beneficiário quando emite uma fatura. (ex.: contrato de prestação de serviços);

  • Espécie Doc.: tipo de documento, conforme o padrão Febraban de 240 posições. Cobrança que originou a emissão do boleto;

  • Aceite: para utilização livre. Necessário preencher de acordo conforme as orientações do banco;

  • Data de processamento: data em que foi gerado o boleto;

  • Nosso número / código do documento: código de controle que permite ao banco e ao beneficiário identificar os dados da cobrança que deu origem ao boleto;

E

  • Utilização do banco: para utilização livre. Necessário preencher de acordo segundo as orientações do banco;

  • Carteira: modalidade de cobrança utilizada para geração do boleto;

  • Espécie de moeda: sigla de indentificação da moeda (ex.: R$ - real, US$ - dólar) ou um código que corresponde a um índice de emissão da fatura/duplicada/contrato (ex.: TR - taxa referencial);

  • Moeda: quantidade de moeda variável;

  • Valor: valor da moeda variável;

  • Valor do documento: valor para o qual foi gerado o boleto (ex.: valor da fatura);

F

  • Informações de responsabilidade do beneficiário: uso livre pelo beneficiário no qual deverão constar as condições de recebimento do boleto;

  • Descontos: descontos referentes ao valor do boleto;

G

  • Juros/Multas: destinado ao preenchimento, no momento do pagamento, considerando as condições mostradas no campo de informações de responsabilidade do beneficiário ou registradas no sistema do banco;

H

  • Valor cobrado: valor total do boleto (valor do documento - descontos - outras deduções + tarifas + juros + outros acréscimos);

I

  • Nome do pagador / CPF / CNPJ / Endereço: dados do pagador contratante do serviço do beneficiário;

  • Sacador / Avalista: razão social ou nome fantasia / CPF, ou CNPJ do emitente do documento que gerou o boleto (ex.: fatura);

J

  • Código de barras: representação gráfica do número do banco, dígito verificador e número único de identificação do boleto;

  • Autentificação mecânica / Ficha de compensação: representação alfanúmerica dos dados de uma transação de pagamento.


Boleto registrado

O processo de boleto registrado foi uma mudança determinada pela Febraban com incentivo do setor bancário, que entendeu que o sistema de liquidação para os boletos bancários precisavam ser modernizado. De fato, esse sistema não havia passado por uma modernização desde quando os boletos de pagamento foram criados, em 1993.

Essa modernização resultou na Nova Plataforma da Cobrança (NPC), que é um sistema desenvolvido para modernizar o processo de apresentação dos boletos de pagamentos, com mecanismos que trazem mais controle e segurança a esse meio de pagamento, e garante mais confiabilidade e comodidade aos usuários. E assim desde 2018, a NPC passou a processar o registro de boletos seguindo um calendário de valores divulgado pela Febraban.

Características do boleto registrado

  • Todo boleto/título precisa ser registrado na instituição financeira;
  • O registro do boleto possibilita que o banco possa acessar os dados da cobrança e obter diferentes informações;
  • Por ter acesso aos dados, a possibilidade de fraude diminui consideravelmente;
  • Permite o pagamento do título vencido em qualquer instituição;
  • Possibilidade de protesto de título;
  • Diferentes taxas são cobradas pelos eventos ocorridos no título (registro, pagamento, baixa, cancelamento).

Boleto sem registro

O fim do boleto sem registro veio principalmente pelo alto número de boletos fraudados. Com a obrigação de registrar o título, dados como CNPJ ou CPF (emissor e pagador), valor a ser pago e a data de vencimento do boleto passaram a ser obrigatórios no ato de registro junto ao banco emissor.

Assim, ao tentar pagar o boleto, automaticamente será realizada uma conferência de dados na NPC. A operação será efetivada somente se as informações forem compatíveis.

Características do boleto sem registro

  • Instituição financeira não tem conhecimento da emissão do título, tendo ciência apenas quando for realizado pagamento/compensação;
  • Após o vencimento, só era possível pagar no banco emissor;
  • Informações do boleto poderiam ser alteradas ou excluídas sem aviso ao banco, dessa forma não era possível verificar e rastrear as informações da cobrança caso uma fraude fosse identificada;
  • O banco cobrava uma taxa única por título pago;
  • Não era possível protestar o título.

CNAB

O Centro Nacional de Automação Bancária (CNAB) é um padrão estipulado pela Febraban que permite, em meio a um cenário de alto volume em transações financeiras, a garantia do recebimento de certos tipos de pagamentos e maior controle de inadimplência, além de eliminar o preenchimento feito à mão dos boletos e, consequentemente, diminuir os erros cometidos neles.

O arquivo emitido para as empresas é chamado de “arquivo de remessa”, e a resposta do banco é o “arquivo de retorno”. Para padronizar o envio desses arquivos, o CNAB determina o formato do texto e a quantidade de colunas de modo a facilitar a leitura e a compressão.
Como cada banco tem sua particularidade, existem dois tipos de arquivos no padrão da FEBRABAN: o CNAB 240 e o 400:

• CNAB 240

O tipo CNAB 240 trata-se de um layout o qual permite:

Mais informações configuradas em 4 segmentos de 240 posições para cada um dos títulos no mesmo arquivo;
Pode ser utilizado em serviços de banco correspondente, de protesto, agendamento de títulos e contas.

• CNAB 400

Já o CNAB 400 tem as seguintes características:

O arquivo contém menos informações, para cada registro são limitadas apenas 400 posições;
Obrigatório apenas o header, registro de transação e trailer, os demais são opcionais;
Não permite serviços de banco correspondente;
Pode ser utilizado em postagem pelos Correios e protesto.


Geração de boleto de depósito, recarga e boleto de faturas

Para gerar um boleto, só utilizar o endpoint: Gerar boleto.


Registro de boleto

Para registrar um boleto, só utilizar o endpoint: Registrar boleto.


Bancos homologados na Dock

Os bancos homologados na Dock constam na tabela a seguir:

Banco

Versão CNAB

Com registro

Banco Bradesco

400

Sim

Banco Itaú

400

Sim

C6 Bank

400

Sim

Banco Safra

400

Sim

BBS2

400

Sim

Agibank

400

Sim

Banco Santander

240

Sim

Banco do Brasil

240

Sim

Banco Crefisa

240

Sim

Banco Caixa Econômica Federal

240

Sim

Banco BMG

240

Sim


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